terça-feira, 2 de junho de 2015

UM ESBARRÃO QUE QUASE VIROU UM TOMBO.

Após a saída do banco, eu descia por uma das ruas do centro de São Paulo, e no meio daquela multidão acelerada em pleno horário de almoço, de repente à minha frente vinda do nada, uma moça distraída ao celular quase se trombou comigo. O quase só foi quase porque logo ao me ver, num súbito afastou-se rapidamente procurando desviar o caminho, dado seu momento de distração.

Até aí tudo bem. Obviamente nessa história tem que haver um “ocorre que”.

Então... ocorre que, no súbito de esbarrarmos, tanto ela quanto eu tentamos nos desviar, e assim fizemos. Porém, para o mesmo lado, e depois, de novo, para o outro mesmo lado. Me restou uma vontade de rir, mas ao mesmo tempo lembrando da corrida típica cosmopolita e da nossa megalópole, voltei “à razão” lembrando que aquilo não era brincadeira e havia um trajeto a ser seguido dada a agenda desnorteada daquele dia que gritava comigo.

Há mais um “ocorre que”.

Desta vez acredito que por causa do destino e da proposital providência divina me trazer algum ensinamento, então realizamos a tão esperada e pouco desejada trombada. 


Agora não havia mais chance de tentar segurar o riso, e restou-nos uma boa gargalhada, visto que os óculos de alguém pularam ao chão tentando fugir do incidente inevitavelmente evitável. 

Assim, a reflexão que o momento me trouxe foi imaginar como nossa conduta - por quantas vezes desatenta, ou eventualmente irresponsável - pode em muito, comprometer o andamento de demais processos impactando negativamente outras áreas e terceiros.

Comecei a pensar em quando alguém se atrapalha por ser desatento ou inconsequente em algum processo ou tarefa. Ainda que tal pessoa se esforce para manter o equilíbrio e ajustar o cenário após notar o desalinhamento, é bem provável que outro alguém que estiver no meio do caminho, tenha que arcar com parte das consequências. Isso pode se dar na elaboração de um relatório, de um plano de ação, de uma demanda financeira que gere ônus, também na abertura da folha de contratações ou qualquer outra situação que venha a ser feita sem a seriedade e cuidados necessários, tornando os resultados destas ações altamente comprometedores gerando riscos que podem chegar a ser incalculáveis. 

Tenhamos um olhar atendo na nossa caminhada pessoal e corporativa, lembrando que o ambiente em que interagimos é altamente dinâmico e cercado por ações e reações. Vale lembrar também, que sutil ou explicitamente, interagimos de alguma forma por onde passamos. Que o impacto de nossa presença não seja através de esbarrões, ou de situações geradas que tragam desconforto por falta de polidez e profissionalismo. Que nosso caminhar seja ordeiro e seguro o suficiente para sermos notados com nossa conduta ética e exemplar para com os que nos cercam e demandam conosco, sejam pares, liderados ou líderes.

Quando somos desatentos nas nossas tarefas, corremos risco de comprometer o trânsito e a rotina das demais áreas da empresa, e prudência e uma boa análise do andamento e revisão dos processos, nunca é demais.

Demétrius Rocha