sexta-feira, 19 de agosto de 2016

COACHING MENTORING E COUNSELING

Conheça a aplicação da metodologia.



Aprenda um pouco como funcionam os 3 pilares que movimentam a nossa missão.

(Contamos com sua compreensão dado que nos primeiros minutos ocorreram problemas com o áudio do equipamento). 

www.cocriando.com.br

terça-feira, 16 de agosto de 2016

QUANDO AS COISAS SAEM DO CONTROLE...


Por esses dias participei de um encontro onde trataria do tema comunicação, um tema relativamente corrente no mercado.

Cheguei 40 minutos antes, sem saber que ali eu passaria por um teste que colocaria à prova um grande valor meu (ou fraqueza) que é um enorme esforço para garantir que as coisas saiam dentro do esperado. Por problemas de "comunicação" e logística, o pessoal da recepção me enviou 3 vezes para lugares errados, e em cada uma delas eu deveria pegar o elevador novamente, descer, e me identificar na portaria para depois ir para outro lugar. Enquanto isso o tempo passava e de repente comecei a ficar ansioso ao perceber que eu tinha apenas 5 minutos para chegar ao auditório e já trocava mensagens via watsapp com o cliente preocupado sem saber onde eu estava que até enviou alguém ao meu encontro, mas não conseguiu me localizar.

Após o contratempo das idas e vindas de 40 minutos, cheguei ao auditório, porém o café já havia terminado e os participantes estavam acomodados aguardando. Não tive tempo de interagir com a equipe. Foi uma loucura. Ainda que o clima estivesse super descontraído e satisfatório, internamente eu estava totalmente desconfortável. Ali estava passando por um teste de uma forma muito desafiadora, senão dura até, onde só eu sabia como estava me sentindo. 

Entreguei o pendrive ao pessoal da mídia, sem saber se havia alguma configuração que precisasse de ajustes naquele equipamento. Precisava ir ao banheiro, lavar o rosto, relaxar um pouco, respirar, tomar uma água e... precisava de tempo! Mas não havia mais tempo pois era chegada a hora e já estava diante de todos. Aquele dia havia começado difícil e nenhum treinamento de gestão de tempo iria me socorrer naquele momento. Comecei a apresentação descontraído, quebrando o gelo, mas ainda ansioso e ofegante porque as coisas estavam dando errado e totalmente fora do que eu planejei, diria até que estava inconformado. Eu transpirava por conta da correria, mas meu paletó ajudava a esconder. Em dado momento a apresentação do projetor mostrou um problema de configuração dos slides que eu teria visto se conseguisse chegar a tempo e, pra completar, notei o cadarço do meu sapato desatado.


A ideia desta reflexão é imaginar como podemos ou devemos nos portar diante de um vendaval de acontecimentos que nos soam negativos e que impactam fortemente nosso planejamento e o resultado dele. Principalmente sendo uma ironia do destino eu falar de Comunicação naquele dia e estar passando por algo diretamente relacionado ao tema que me intrigava muito ali.

O que fazer? Manter a linha, fingir que nada está acontecendo? Disfarçar alguns sorriso e tentar buscar todas as técnicas possíveis de controlar o desconforto emocional gerado? Nesse momento o que eu poderia fazer com a minha vontade de ir ao banheiro que aumentava? A apresentação do monitor que estava desconfigurada? E minha necessidade urgente de um copo de água? Sem contar o cadarço que a qualquer momento poderia me fazer tropeçar na frente de todos enquanto andava de um lado para outro.

O que fazer quando as coisas saem do controle? Ou seja, quando os eventos/cenários/pessoas/situações são mais fortes que nossa condição de preparo para lidar com aquilo tudo. Qual a melhor forma de agirmos e reagirmos para melhorar as coisas, ou às vezes torná-las menos pior?

Cada um de nós tem uma reação para qualquer dessas situações que nos "tiram do eixo" ou nos deixam de "saias curtas". 

Em meio ao incômodo e ao me ver sem saída, precisava ali reconhecer uma situação de fragilidade e assumi-la diante da adversidade. Talvez fosse um bom caminho por mais difícil que parecesse, pois para mim, uma pessoa que tende a ser controladora e garantir que tudo dê certo, era uma das piores situações acontecer aquilo, naquele grupo e naquele lugar. 

Pensei se fazia sentido estar confiante e confortável com aqueles que me convidaram, esperaram por mim e confiaram na minha participação. Era essa a chance que eu tinha de me libertar daquele desconforto enorme. Eu tinha que contar com eles, os participantes convidados!

Pedi licença aos presentes para me sentar numa cadeira à frente pois precisava amarrar meu cadarço e ali comecei um pequeno papo sobre o que fazer quando as coisas saem do controle. Convidei-os a imaginar como se sairiam numa situação daquelas e com quem poderiam contar se precisassem de ajuda. Expliquei brevemente o problema logístico colocando-os comigo no cenário, falei sobre o desconforto da configuração do projetor PPS/PPT e assim discorremos sobre as surpresas daquela manhã. Um rapaz muito gentil me trouxe água e me presenteou com uns dos melhores goles que tomei na vida. Tivemos um excelente momento de descontração e interação e me senti muito mais leve e fui bastante acolhido e seguimos os trabalhos e a palestra teve ótimos resultados para todos nós. Só lembrei que precisava ir ao banheiro ao final de tudo.

Foi muito duro confrontar meu "poder de manutenção e controle" com os eventos externos. As coisas não giram dentro das minhas perspectivas e sim dentro das perspectivas delas mesmas e sempre vamos encontrar o inusitado e imprevisto. Porém, como reagir quando essas surpresas vierem com força negativa?

Quando as coisas saem do controle, lembremos que não é sempre que temos o poder sobre tudo e todos. Busquemos ser humildes reconhecendo nossa fragilidade diante do cenário ainda que tenhamos nos preparado ao máximo para tudo dar certo. Se ali as coisas saíram diferentes, é porque simplesmente tinham que ser diferentes e não do jeito que queríamos. Precisamos aceitar algumas "surpresas" quando estão além das nossas forças e ficarmos em paz pois o aprendizado virá após o vento passar. Busquemos isso. Vale pedir ajuda reconhecendo que sozinhos não conseguiremos fazer nada. Algumas vezes precisaremos de braços, outras de abraços, ou ainda que apenas um copo com água que cairá do céu e pode vir de mãos totalmente inesperadas.

Ah, sim, ainda que não lembre de sua fisionomia, o rapaz que me trouxe água chama-se Marcelo. Obrigado Marcelo!


                                                                                                                                    Demétrius Rocha

quinta-feira, 28 de abril de 2016

O FILHO PRÓDIGO. CONSEQUÊNCIAS DA INCONSEQUÊNCIA.

Boa parte de nós ouviu falar da parábola do filho pródigo.

Inspirado na obra de Henri Nouwen com o tema desta reflexão, vemos o grande ensinamento que esse livro nos traz.

O holandês Rembrandt (1606-1669) foi um impressionista fora de época. Contemporâneo do período Renascentista, considerado um dos maiores nomes da história da arte europeia, retratou de forma excepcional dois momentos vividos pelo filho mais novo do conto que perdura já 2 milênios.

Lembrando brevemente, a parábola trata de um homem muito rico do oriente médio que possuía dois filhos. O mais novo pede sua parte da herança ao pai, com o desejo de sair pelo mundo desfrutando suas descobertas e independência para viver livre como sempre desejou. O pai atende seu pedido concedendo-lhe sua parte da herança, de forma que o filho então vai embora deixando tudo para trás em busca de suas vontades.


A primeira imagem trata-se da obra Filho pródigo na taverna, de 1635 onde Rembrandt retrata a si mesmo como o filho mais novo logo após ter recebido a herança de seu pai ainda em vida, desfrutando dos prazeres de um bordel, acompanhado aqui da personagem feminina que retrata sua esposa Saskia. É inegável a capacidade de mostrar quão satisfeito o filho mais novo estava tão logo começou a usufruir os benefícios de estar endinheirado, tendo a seu favor todas as suas vontades satisfeitas como sempre desejou.

Podemos observar aqui, que de fato o objetivo que tinha bastante definido tempos atrás, por meio de decisões tomadas, fora alcançado. Aqui vemos o seu resultado esperado.

Porém, num espaço de quase 30 anos, Rembrandt, retrata um segundo momento daquele personagem que começara com sua vida feliz e totalmente satisfeita enquanto desfrutava do alcance de seus objetivos. De forma totalmente inesperada, não fosse conhecermos a parábola e seus resultados, vemos um cenário bastante diferente.

A obra A volta do Filho pródigo, de 1662 nos faz ver uma grande diferença daquele filho altivo, decidido que se tornou tão independente. Aquela figura da taverna de décadas passadas não existe mais. O que vemos ali é um jovem que outrora sustentava sua vasta cabeleira encaracolada vestido de plumagens e roupas ostensivas frequentando os melhores e mais caros lugares, agora, ajoelhado diante de seu pai, com seus cabelos raspados, pés sofridos à mostra e coberto com panos que deixavam longe qualquer impressão luxuosa do passado.


O que aconteceu nesse intervalo de 27 anos? Qual o fruto das escolhas que o filho mais novo realizou? Como as decisões tão assertivas que tomou puderam resultar num estado tão deplorável? Sabemos que a parábola descreve que o rapaz gastou tudo o que tinha, entrou num processo de declínio chegando ao ponto de alimentar-se com os porcos de seu patrão, quando então um dia, decidiu voltar pra casa.

Hoje podemos pensar não somente no resultado das escolhas deste personagem, que no primeiro momento não podia supor suas consequências pois o objetivo era se dar bem nas suas decisões. Vale refletir no ANTES.

Quais foram os aspectos motivacionais que levaram o filho mais novo a romper com sua família, seu pai e irmão mais velho, exigindo a parte que lhe cabia da herança? Pensemos nos fatos geradores que levaram-no a optar pela “morte antecipada de seu pai” para usufruir de algo que ainda não era chegada a hora. A posse antecipada da herança sugere a independência e amadurecimento precoce do filho, quando no lugar das coisas acontecerem dentro do curso natural na relação de tempo e espaço que é diferente para cada ser humano, ele preferiu por conta própria, acelerar processos. Criando situações estratégicas altamente seguras, tomando decisões para que nada escapasse ao seu controle e conseguir o que desejava que era sua herança, então partiu.

Estava o filho mais novo pronto para partir após largar tudo? Tinha ele maturidade suficiente para ser tão independente quanto pensava? Tinha compreensão e sabedoria suficiente para administrar seu dinheiro, tempo e decisões para que seu objetivo perdurasse de forma esperada mantendo-o independente pelo resto de sua vida?

Parece que não.

Quem sabe poderia ele fazer experimentos, tirando curtos períodos de férias, e aos poucos ir se descobrindo.

Quantas vezes agimos como o filho mais novo da parábola e fazemos a mesma coisa. Quantas vezes temos preocupações em realizar nossas vontades imediatas utilizando todos os recursos que estão a nosso favor hoje, sem saber se eles estarão disponíveis amanhã. Quantas vezes rompemos nossas relações em troca de corrermos loucamente atrás daquilo que parece ser mais atrativo e rápido? Quanto tempo dura a satisfação de nossas escolhas quando não consideramos o zelo e proteção trazidos de nossa família e pessoas que nos amam?

Será que faz algum sentido, esperarmos o tempo natural de algumas coisas acontecerem, enquanto amadurecemos diariamente, nos planejando, criando planos, analisando e observando, para assim tomarmos decisões?

Para cada um de nós ficam mais algumas perguntas: Quais são as consequências das nossas inconsequências? Teremos que esperar 27 anos para saber? Será que teremos a chance de, se voltarmos atrás encontrar o abraço do pai e começarmos de novo?

Será?

Demétrius Rocha

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

O ÚLTIMO SAMURAI OU... O PRÓXIMO?

Esta incrível história contada através da atuação de Tom Cruise no filme O Último Samurai, nos faz ver claramente como a coragem e nossos valores internos nos permitem ser notados, e reconhecidos como pessoas de valor.

No papel do capitão americano Nathan Algren, durante a famosa rebelião de Satsuma no Japão em 1877, ele é capturado pelo inimigo, sendo levado para uma comunidade remota de samurais onde os habitantes mantém sua vida através da agricultura no isolamento das montanhas.

Tentando se aproximar dos habitantes, o capitão começa a brincar de luta com espadas de madeira com uma das crianças da vila, quando chega um samurai guerreiro e presencia a cena. Então o samurai desafia o americano para um duelo real.

Tom Cruise não vence o duelo. Após ser duramente atacado, cada vez que ia ao chão, segurava sua espada e se levantava novamente. Ainda que cambaleante, ferido e exausto no duro confronto, voltava a empunhar sua arma e assim foi até sua última tentativa. Após a derradeira investida do samurai, caído ao chão, terrivelmente ferido prestes a desfalecer, ainda assim segurava a espada não largando-a, mesmo sem forças mais para levantar.




A única forma do inimigo naquele momento certificar-se de que a luta se encerraria, era não permitir mais que o capitão americano segurasse a sua espada. Era clara a derrota do oficial americano, ainda que ele não se rendesse de forma alguma enquanto estivesse com sua arma na mão. Então o samurai japonês a toma de Tom Cruise arremessando-a para longe dando o combate por encerrado deixando o corpo ferido do capitão para trás considerando-o finalmente derrotado.

Foi esse terrível episódio que fez com que o oficial americano fosse notado de uma forma diferente. Como um grande valente que teve seu último fôlego no duelo, manteve-se fiel a seus valores e a si mesmo, lutando até o último instante, foi então reconhecido pelo máximo líder da ordem dos samurais, Katsumoto. Então o japonês e o americano acabam se tornando aliados, e Nathan Algren é convidado a aprender o código de honra dos samurais participando então de novos confrontos ao lado dele.




Bela história de reflexão, sobre como os combates da vida podem nos levar ao limite de nossas forças. Desde que nos mantenhamos fiéis aos nossos valores, não abrindo mão de nossa história como ele fez com sua espada, por mais doloroso que pareça, nossa força interna nos resgatará e tornaremos a ser grandes guerreiros.

Seja você não o último samurai, mas quem sabe, o próximo.
Demétrius Rocha

Aprenda mais no Workshop O Último Samurai